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 DE PREFEITO DE TOUROS A FORTE CANDIDATO EM PORTO DE GALINHAS

 

(Republicado a pedidos)

 

Em recente visita ao belo e próspero município de Porto de Galinhas, localizado estrategicamente no litoral pernambucano, tive uma grata surpresa logo na chegada. Deparei-me com a presença do atual prefeito de Touros, Heriberto de Oliveira, figura amiga e muito querida. São muitos os anos de amizade e convivência. Na verdade conheço Heriberto, muito antes que idealizasse um dia ser político, muito menos prefeito do município de Touros. O prefeito logo que me identificou, saltou animado, diria até eufórico. Se não me falha a memória, isso ocorreu por volta das 15 horas da tarde, com um sol ainda a pino.

 

Também fiquei muito alegre ao avistar o amigo Heriberto, alegria que ficou ainda maior quando percebi que ele se encontrava muito bem acompanhado, cercado por grande número de amigos e amigas, acredito que umas 22 ou 23 pessoas ao todo, novos amigos que conseguiu fazer durante as longas temporadas que passa naquele belo paraíso. De fato, Porto de Galinhas se desenvolveu por demais, transformou-se num fabuloso point turístico, e em nada me estranhou que Heriberto tenha se encantado por aquele “pedaço de céu”, como se costuma dizer por aquelas praias.

 

Eu vinha de Recife e resolvi entrar naquele belo recanto para matar saudades do lugar, já haviam se passado muitos anos desde o tempo que eu tinha conhecido Porto de Galinhas. Na época que conheci o lugar, Galinhas não passava de uma simples praia de veraneio. Retornar ali e ser recepcionado por um amigo e conterrâneo, foi mais que uma alegria, transformou-se numa grande surpresa, que ficou ainda maior quando fui informado por um dos colegas da farta mesa, devidamente regada a wisky 12 anos da melhor qualidade, camarões e lagostas, que o nome do prefeito de Touros se encontra mais que cotado para a próxima disputa eleitoral naquele município. Indaguei e repliquei, e a confirmação veio da boca de vários amigos presente a bela farra que corria solto.

 

Comecei a imaginar, como isso podia ser real, se no município de Touros, aonde ocupa o cargo de prefeito, o nome de Heriberto cai um ponto a cada novo dia. Qual o segredo de se encontrar tão popular em Porto de Galinhas? Qual o segredo? Não foi difícil descobrir. Com a constante presença do prefeito de Touros naquela bela cidade, local para onde praticamente se mudou, chegando a passar semanas a fio, o grande número de amigos que fez por lá, e a sua longa experiência de mais de vinte anos na política, foi apenas uma questão de tempo alçar tamanha popularidade. A vida é realmente cheia de mistérios e surpresas, quem poderia imaginar que lá longe, no litoral pernambucano, um filho de Touros estaria tão bem cotado a ser, quem sabe, o futuro prefeito daquela bela terra. Deixei Porto de Galinhas no final do dia bastante feliz com a grata e boa surpresa que tive. Sai de lá convencido de que, contando com o dinheiro da SAT, e com a ajuda dos muitos amigos que fez ali, Heriberto será facilmente eleito. 



Escrito por Roberto Patriota às 15h49
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GOVERNO DE MAU AGOURO

 

O que pretendeu o presidente Lula ao denunciar a existência de aves de mau agouro voando sobre os céus do Brasil? Referiu-se àqueles empenhados em alardear que tudo vai mal, que o governo não governa e que o País marca passo. O diabo é que a referência ornitológica foi infeliz. Que aves são essas? Tucanos? Urubus? Avestruzes, aqueles que escondem a cabeça na areia em meio à tempestade?

 

O humor do presidente anda meio na baixa, quando se trata de examinar as oposições. A batalha pela prorrogação da CPMF não parece vencida, existe o risco de um impasse, dado o prazo agora restrito para a aprovação do projeto. A equipe econômica contribui para exacerbar o ânimo do Lula, porque de Guido Mantega e seus meninos o que mais se ouve são previsões catastróficas a respeito do que acontecerá se a matéria não for votada.

 

O mínimo que vaticinam é a falência do Bolsa-Família, a falta de recursos para a saúde pública e o naufrágio da previdência social. Pode tratar-se de uma tática para pressionar o Congresso, mas com o risco de o tiro sair pela culatra.



Escrito por Roberto Patriota às 20h48
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O GOVERNO LULA, AS VAIAS E A CORRUPÇÃO SEM FIM

 

Não há como tapar o sol com a peneira: as vaias ao presidente Lula no Maracanã, na abertura dos jogos Pan-Americanos, respeitadas suas características peculiares, podem ser entendidas como uma ampla pesquisa de opinião, com a vantagem de ter sido pública, aberta, espontânea e à prova de manipulação.  Não vale festejar a manifestação porque ficou muito chato o presidente da República ter decidido não formalizar a abertura dos Jogos Pan-Americanos, como é da tradição, por conta do constrangimento que passou.

 

Mas acho que já é hora de alguém chamar a atenção do presidente Lula sobre os desígnios da história. São fartos os exemplos de quedas livres de mitos construídos em condições atípicas. Isso pode acontecer da noite para o dia, em função de erros pontuais que ganham repercussões inesperadas. Não considero que as vaias do Maracanã já estejam sinalizando para esse declínio irreversível. Mas será um ledo equívoco atribuí-la exclusivamente a uma tradição do povo carioca.

 

Não foi uma vaia: foi uma sucessão de vaias, algo que não pode ser atribuído a nenhum grupo organizado. E num momento de grande euforia, quando as 90 mil pessoas presentes ao Maracanã deliravam vitoriosas com o espetáculo de grande beleza.

 

A Presidência da República dispõe de pessoal especializado para trocar em miúdos essa manifestação popular, que se concentrou na figura de Lula. E ele não era a única autoridade presente, não era, portanto, a única figura vulnerável a esse tipo de sufoco. Mas foi o escolhido pela turba que, de uma forma ou de outra, demonstrou algum tipo de insatisfação.

 

Vaias são vaias, não mais do que vaias. Está bem. Não são um manifesto político, uma passeata determinada com uma agenda de descontentamento. Repito isso, porque a prudência da análise impõe.

 

Mas mesmo assim arrisco-me a associar essas vaias aos últimos escândalos políticos, que já passaram da mais tolerante das contas. Porque ostensivamente o presidente Lula tem se colocado numa postura infeliz, do pior lado.

 

É o caso desse triste e vergonhoso escândalo que pode levar o Senado da República ao mais deprimente descrédito. Um escândalo em série, no qual, como disse Helio Fernandes, em sua coluna, "o senador Renan Calheiros praticou tanta bobagem a partir das denúncias que surgiram contra ele uma montanha de provas, e que agora sua situação ficou insustentável".

 

Essas bobagens respingaram na imagem do presidente Luiz Inácio graças a ele mesmo. Em todos os momentos, desde que o presidente do Senado foi pilhado numa estranha associação a um lobista de uma grande construtora, Lula tem tornado pública e notória sua solidariedade a Renan.

 

Não seria essa a única razão das vaias do Maracanã. Mas de tanto assinar cheques em branco para seus parceiros, Lula vai diluindo sua blindagem, mesmo contando com os recursos mágicos do chefe de uma grande máquina de poder e com o dorso subserviente dos mal-acostumados beneficiários da caridade oficial. Associar corrupção ao Governo Lula não é mais preciso. Olhar para o presidente é visualizar todos os tipos e maneiras de corrupção imagináveis.



Escrito por Roberto Patriota às 09h53
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O PADRE ANTÔNIO VIEIRA E A CORRUPÇÃO BRASILEIRA

Ontem estava eu a folhear a obra do grande Padre Antônio Vieira, figura maior do período colonial brasileiro, detentor da verve e pena mais brilhante de sua época, quando me deparo com mais uma notícia sobre corrupção política na TV. Fato que por sinal virou rotina na vida de todos nos. Rotina essa que não vem de hoje, mas de muito antes, na verdade começou com o descobrimento do Brasil, importado de Portugal como foi. Só para reavivar a memória de alguns, destaco abaixo, trecho do célebre "Sermão do Bom Ladrão", proferido pelo Padre Antônio Vieira na Capela da Misericórdia de Lisboa em 1655. Neste trecho do sermão dedicado ao Brasil, podemos perceber que a corrupção já andava campeando por aqui, livre e solta, e nosso país em quase nada mudou no que se refere ao tocante. O Brasil continua fiel as suas origens, tão atual como no século XVI, pelo menos nas artes de furtar e enganar. Vejamos:

 

"Este sermão, que hoje se prega na Misericórdia de Lisboa, e não se prega na Capela Real, parecia-me a mim que lá se havia de pregar, e não aqui. Daquela pauta havia de ser, e não desta. (...) Tanto que lá chegam, começam a furtar pelo modo indicativo, porque a primeira informação que pedem aos práticos é que lhes apontem e mostrem os caminhos por onde podem abarcar tudo. Furtam pelo modo imperativo, porque, como têm o mero e misto império, todo ele aplicam despoticamente às execuções da rapina. Furtam pelo modo mandativo, porque aceitam quanto lhes mandam, e, para que mandem todos, os que não mandam não são aceitos. Furtam pelo modo optativo, porque desejam quanto lhes parece bem e, gabando as coisas desejadas aos donos delas, por cortesia, sem vontade, as fazem suas. Furtam pelo modo conjuntivo, porque ajuntam o seu pouco cabedal com o daqueles que manejam muito, e basta só que ajuntem a sua graça, para serem quando menos meeiros na ganância. Furtam pelo modo potencial, porque, sem pretexto nem cerimônia, usam de potência. Furtam pelo modo permissivo, porque permitem que outros furtem, e estes compram as permissões. Furtam pelo modo infinitivo, porque não tem o fim o furtar com o fim do governo, e sempre lá deixam raízes em que se vão continuando os furtos. Estes mesmos modos conjugam por todas as pessoas, porque a primeira pessoa do verbo é a sua, as segundas os seus criados, e as terceiras quantas para isso têm indústria e consciência. Furtam juntamente por todos os tempos, porque do presente — que é o seu tempo — colhem quanto dá de si o triênio; e para incluírem no presente o pretérito e futuro, do pretérito desenterram crimes, de que vendem os perdões, e dívidas esquecidas, de que se pagam inteiramente, e do futuro empenham as rendas e antecipam os contratos, com que tudo o caído e não caído lhes vem a cair nas mãos. Finalmente, nos mesmos tempos, não lhes escapam os imperfeitos, perfeitos, plus quam perfeitos, e quaisquer outros, porque furtam, furtaram, furtavam, furtariam e haveriam de furtar mais, se mais houvesse. Em suma, que o resumo de toda esta rapante conjugação vem a ser o supino do mesmo verbo: a furtar para furtar. E quando eles têm conjugado assim toda a voz ativa, e as miseráveis províncias suportado toda a passiva, eles, como se tiveram feito grandes serviços, tornam carregados de despojos e ricos, e elas ficam roubadas e consumidas".



Escrito por Roberto Patriota às 16h34
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O SENADO E A VERGONHA NACIONAL

 

O Conselho de Ética do Senado deixou o país perplexo e indignado. Virou um imenso palavrão, um pesadelo ético. Se o Senado é isso aí, para que o Senado? Eles se dizem a "Câmara Alta". Dificilmente se veria espetáculo mais rasteiro. Um show macabro de suplentes sem voto e sem nível algum, tentando defender o que eles mesmos tornaram indefensável.

 

O senador Renan, encurralado pela imprensa, acusado de pagar a pensão da filha dele com uma jornalista com dinheiro de empreiteira, sem ninguém pedir mandou para o Conselho de Ética uma pilha de papéis (notas fiscais, recibos, cópias de cheques, guias de transportes agrícolas, etc) para mostrar "a venda de 2.213 cabeças de gado de três fazendas", o que é folgadamente suficiente para provar que tem dinheiro fácil para pagar.

 

O Conselho encarregou o diretor de Controle Interno do Senado e uma equipe do Instituto de Criminalística da Policia Federal de irem a Alagoas conferir os documentos. A emenda foi pior que o soneto. O diretor do Senado atestou que as guias, notas fiscais, recibos e cheques são autênticos. Mas o laudo da Polícia Federal diz que a papelada não corresponde aos negócios: - "Não foi possível concluir pela autenticidade das notas fiscais, uma vez que não foi possível afirmar que as transferências comerciais ali descritas efetivamente ocorreram". E agora? 

 

E diz mais a PF: - "Não explica a venda de 1.060 cabeças de gado, um negócio que teria lhe rendido R$ 1 milhão". (Explica apenas a venda de 1.153 cabeças). "Grande parte dos destinatários do gado vendido não coincide com aqueles informados nas notas fiscais". Conclusão: uma zorra agrícola e contabil total.

 

O senador diz que o processo é "esquizofrênico". E  com certeza é. E quem mais contribuiu para a esquizofrenia foi exatamente ele. (Aurelio - "Esquizofrenia: "varias formas clínicas de psicopatia e distúrbios mentais").

 

A acusação era de que um funcionário de uma empreiteira pagava as contas. Quando o senador disse que o dinheiro era dele, que seu Imposto de Renda provava que tinha recursos para pagar a pensão do próprio bolso e que fez um velho amigo portador dos pagamentos para manter o relacionamento em sigilo, ninguém apresentou provas de que o dinheiro era da empreiteira. A prova cabe a quem acusa e a justiça já havia fixado o valor da pensão.

 

De repente, em incrível gesto de auto-suficiência e lerdeza, o senador aparece com um balaio de comprovantes comerciais, que a Receita Federal nunca lhe havia pedido e também agora ninguém lhe pediu, e joga na praça. Se estivessem todos certinhos, mesmo assim não haveria sentido, por serem dispensáveis. E os papéis voaram ao vento no redemoinho de um escândalo que é a cara do Governo Lula.

 

Isso é erro de advogados poderosos e arrogantes: Eduardo Ferrão e o sócio Nelson Jobim. O processo vai parar no foro privilegiado do Supremo, mas agora é tarde. Renan perdeu as condições políticas de continuar na presidência do Senado. Não por falta de ética parlamentar, mas por falta de vergonha na cara..



Escrito por Roberto Patriota às 10h06
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O PAÍS DO FAZ DE CONTA

(Republicado a pedidos)

 

Nos anos oitenta, precisamente em 1983, esteve de visita ao Brasil a então secretária do FMI, Ana María Jul , chegou em período carnavalesco. Entre um compromisso e outro sobrou tempo para assistir aos desfiles das escolas de samba no Rio. Ficou confusa e maravilhada com o que viu. Ao final, indagada por um repórter sobre o que estava achando do nosso país, saiu-se com essa: "É o país do faz de conta, nada aqui é real". Na entrevista concedida ao "Jornal Nacional", o presidente Lula lembrou em muito essa alegoria de país irreal imaginado pela então secretária do FMI". Se esquivou o mais que pôde ao falar dos companheiros flagrados com a boca na botija do mensalão, que como bem lembrou o apresentador William Bonner formaram uma "verdadeira quadrilha", conforme palavras do procurador geral da República Antonio Fernando de Souza. O presidente fez aquilo que só lhe é possível fazer para confessar parte do erro: que todos os acusados foram afastados e que o Ministério Público, assim com a Polícia Federal, jamais trabalhou tanto e com tanta isenção em seu governo.

 

Desta afirmativa, apenas a segunda parte é verdadeira. No que se refere aos seus ex-ministros José Dirceu e Antonio Palocci, relutou o mais que pôde e só os demitiu quando teve duas certezas: se não os tirasse, o seu desgaste aumentaria bastante; já no caso do ex-ministro todo poderoso da Fazenda, foi assim que percebeu que a comunidade internacional notara que a política econômica não mudaria, pois pertencia ao governo, não a Palocci.

 

Em relação ao restante da quadrilha, Lula continua sem dar uma resposta convincente. Sobre quem o teria traído, o nome permanece um dos mais bem guardados segredos da República. A respeito de sua conexão com envolvidos, não reconhece e continua negando absurdamente, o que torna os seus comparsas figuras misteriosamente desprendidas, capaz de tirar do próprio bolso quase R$ 30 mil para resgatar uma promissória cujo signatário não tem a menor idéia do que seja.

 

Lula continua certo de que confiar nas pessoas faz bem à alma e ao coração. Tanto que não se arrependeu de ter se cercado de figuras contra as quais hoje pesam gravíssimas acusações. Pelo visto, num eventual segundo mandato, manterá seu processo de escolha, por pior que se revele depois. Lula é um amigo desses que se pode contar a todo momento: permite que o traiam, que o prejudiquem, que dêem munição para uma oposição ávida em torpedeá-lo, para, quando os erros são trazidos à tona, aí sim tomar as devidas providências e afastar os infratores. Desprendimento igual se conhece apenas o de Jesus Cristo, que permitiu a Judas Iscariotes participar da última ceia e reconhecer em voz alta: "Um de vós me trairá".

 

Se antes, nos tempos de oposição, Lula pedia punições aos borbotões (e foi lembrado disto por Bonner, que ainda ouviu uma resposta atravessada) e falava de segurança como a coisa mais simples do mundo, agora o discurso está geograficamente mudado e ensaiado. Disse a quilometragem da fronteira seca e da costa brasileira e alegou que nem se a PF tivesse milhares de agentes a vigiá-las seria possível acabar com o tráfico de drogas e armas, praticamente concordando com o chefe do PCC, Marcola, não existe solução para o problema da violência no Brasil. Em miúdos: é uma questão de dimensão, não de esforço para conter o flagelo. Também, quem mandou o Brasil ser gigantesco? Se fosse do tamanho da Bélgica, seria mais tranqüilo.

 

No mesmo dia, a pesquisa do Ibope dava a reeleição do presidente no primeiro turno, com queda de seu principal adversário, Geraldo Alckmin. Que o cidadão rechaça a volta de pefelistas e tucanos ao comando do País. Mas que também não tem conseguido enxergar que pouco ou nada vai se alterar num segundo mandato de Lula, esta é também uma realidade nua, feia e crua. Ou seja, para Lula tudo vai bem, ele nada sabe, nada viu, e nada vai alterar num segundo mandato. Também pudera, vive no país do faz de conta.



Escrito por Roberto Patriota às 09h26
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OS DINOSSAUROS E A IMPRENSA PÓS-MODERNA

 

Que a imprensa americana está em baixa e procura um novo modelo de negócios não é novidade, mas quando o editorial do New York Times anuncia um prejuízo trimestral de US$ 648 milhões é hora de levar o assunto a sério. Os números publicados esta semana não refletem exatamente a má situação do tradicional jornal nova-iorquino, mas sim de dois outros títulos adquiridos pelo grupo, o Boston Globe e o Worchester Telegram & Gazette, cujos valores cairam 60%. A queda nos ativos forçaram a empresa que edita o Times a assumir uma perda extraordinária de US$ 814,4 milhões. A notícia foi recebida como uma autêntica tragédia no Globe, que lembra hoje com nostalgia os momentos de glória que conquistaram seis prêmios Pulitzer (o Oscar do jornalismo) em 11 anos.

 

A culpa, como todos sabem, é da incapacidade dos jornais para ganhar dinheiro com a internet e reverter à queda nas receitas publicitárias de suas edições impressas. O cenário pressiona as empresas, que acabam cortando grande parte de suas equipes. Essa queda livre retrata, segundo Scott Bosley, diretor-executivo da Sociedade Americana de Editores de Jornais, a dolorosa transição atravessada pela imprensa tradicional tanto nos Estados Unidos quanto no resto do mundo.

 

Bosley reconhece que a tendência começou há um bom tempo, mas aponta como novidade "a velocidade" dos avanços recentes da Internet que oferecem alta tecnologia com som e imagem em banda larga, além da atualização constante das noticias. A Associação de Jornais dos Estados Unidos lançará em julho uma campanha publicitária de US$ 75 milhões para declarar sua relevância na era da internet. O objetivo é dizer aos anunciantes que o setor não está obsoleto.

 

No entanto, além do Times, outros grupos editoriais, como o McClatchy, também têm visto uma queda no valor de seus jornais. A empresa anunciou em dezembro que venderá seu principal título, o Star Tribune de Minneapolis, por US$ 530 milhões, a metade do que pagou na sua compra. Outros dados, como os cortes de pessoal na imprensa que aumentaram 88% em 2006, também são reveladores. O número, revelado na semana passada pela empresa de consultoria Challenger Gray & Christmas, reflete os 17.809 postos de trabalho perdidos em 2006, quase o dobro dos 9.453 de 2005.

 

A mudança radical na forma como as pessoas obtêm e lêem as notícias, procuram empregos, automóveis usados e produtos de consumo foram as principais causas. O público jovem não compra mais jornais. A Internet tem tudo. Segundo John Challenger, conselheiro delegado da firma, acredita que os ajustes continuarão enquanto durar a transição do mundo impresso para o eletrônico.

 

Até os jornais descobrirem uma fórmula para ganhar tanto dinheiro com suas edições digitais quanto perderam com as impressas, vai ser uma batalha sem garantias, acredita James O´Shea, diretor do Los Angeles Times, um dos jornais de maior tiragem do país, que parece ter achado a resposta. Ele anunciou há poucos dias que fundirá as redações das edições impressa e digital.

 

O executivo pediu a seus repórteres que passem a ver a edição digital do Los Angeles Times como o principal veículo da empresa e comunicou que todos terão que participar de um curso obrigatório, "Internet 101", para aprender a produzir conteúdo para a web. Além disso, o jornal ganhou um "editor de inovação", responsável por "nada menos que fazer a redação trabalhar 24 horas por dia, publicando material exclusivo o tempo todo por meio da internet, segundo  declarou o editor David Hiller. Quem sabe é a luz no fim do túnel.



Escrito por Roberto Patriota às 18h22
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UM NOVO JORNALISMO NO AR

 

Uma nova classe de jornalismo se fortalece nesta primeira década de milênio. É com ela que o futuro profissional deve estar sintonizado e, conseqüentemente, preparado. Segundo brilhante palestra do Prof. André Manta da Universidade Federal da Bahia, em palestra realizada em Natal: “o desenvolvimento ultra-rápido das tecnologias de comunicação, a expansão das redes de informação e a criação de interfaces amigáveis, que utilizam recursos de multimídia e hipertexto, estão acelerando o processo de digitalização das mídias tradicionais. Hoje, os mais importantes jornais e revistas do mercado editorial mundial estão na Internet”.

 

De qualquer forma o jornal eletrônico se constitui num imenso banco de dados, capaz de armazenar um número ilimitado de informações. Na edição digital, as matérias podem vir complementadas com textos adicionais, gráficos, fotografias que não podem ser inseridas nas edições em papel. O jornal eletrônico permite ainda a apresentação de som e imagens em movimento. Outra grande vantagem do jornal eletrônico, conforme salienta o professor baiano, é a manutenção de arquivo de edições passadas. Pode-se consultar qualquer informação em qualquer tempo. Jornais buscam equilíbrio entre meios de comunicação

 

Num primeiro momento, a erupção brutal da Internet encheu de terror os jornais do mundo inteiro. O jornal escrito não estaria agora sendo descartado e jogado fora pela rede mundial? Hoje, os jornais retomam seu sangue-frio e procuram antes um modus vivendi entre os dois meios de comunicação de massa: o de ontem e o de amanhã. O desenvolvimento da Internet é fulminante: existem 3.500 jornais eletrônicos.

 

No princípio, esses jornais eram exclusivos dos Estados Unidos. Mas está havendo uma evolução: há um ano, de todos os jornais eletrônicos, apenas 29% funcionavam fora dos Estados Unidos; hoje, essa proporção é de 43%. Outro número impressionante: em 1997, havia 46 milhões de usuários da Internet. Em fins de 1998, 80 milhões e, no ano 2000, 157 milhões. Em 2004, este número chegou a 460 milhões. Quais são as áreas em que a rede faz os maiores progressos? Em primeiro lugar, a das informações locais: isso explica por que os jornais regionais estão criando tantos sites.

 

Mas as notícias nacionais ou internacionais não estão mais ausentes. Num caso, pelo menos, observa-se que um grande jornal optou por colocar um informativo seu na rede, antes mesmo de imprimi-lo: foi o jornal Dallas Morning News, que lançou na Internet a notícia do atentado de Oklahoma antes de divulgá-la no noticiário impresso. Essa iniciativa foi recebida com desagrado pelos jornais escritos dos Estados Unidos, preocupados com a idéia de que a informação geral pudesse passar para o lado da Internet. Enfim, o lucro da Internet: as receitas publicitárias. Os Estados Unidos lideram neste ponto: em 1996, as receitas publicitárias atingiram US$ 300 milhões. A Europa vem bem depois. A própria Alemanha recebe apenas US$ 6 milhões. Hoje ultrapassam a casa dos US$ 12 bilhões.

 

Os jornais tradicionais deram a impressão de que já superou seu "grande temor" diante da rede. Todos eles acompanham o processo de informação on-line, mas pararam de aumentar seus investimentos no setor: em 1996, segundo a diretora de Editors and Publisher, Marsha Stoltman, "os investimentos dos jornais diminuíram, o número de pessoas que trabalham na edição eletrônica permaneceu estável; de modo geral, os gastos para o desenvolvimento on-line diminuíram", afirmou.



Escrito por Roberto Patriota às 18h06
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A DEMOCRACIA E A RCTV

 

Enquanto o Senado brasileiro condenava o ato do presidente da Venezuela cassando a concessão da RCTV, e, por isso mesmo, sofria rude ataque de Hugo Chávez, o assessor especial do Planalto, Marco Aurélio Garcia, sustentava que existe liberdade de imprensa em Caracas. A atitude causou dupla surpresa. Primeiro porque, no mesmo dia, Luis Inácio da Silva solidarizou-se com os senadores e, portanto, com a moção que aprovaram. Segundo, porque não tem razão, além de ter explorado o limite de suas funções.

 

Assessor, como o nome define, assessora. Não decide. Mas abandonando este aspecto, o Senado federal defendeu o princípio democrático, que tem sua base principal na liberdade de imprensa e de opinião, na faculdade de crítica. De 1964, quando o movimento militar que derrubou João Goulart se implantou, até 1979, momento e que o general João Figueiredo chegou ao poder, aqui, no Brasil, não havia liberdade de imprensa.

 

Imperavam a violação dos direitos humanos, projetava-se a sombra ameaçadora da tortura sobre quem fizesse oposição. Todos nós, jornalistas, em particular, e os verdadeiros democratas, de modo geral, classificamos o período como ditatorial. Cito a posse de Figueiredo porque ela representa um limite histórico separando o ciclo dos generais em duas fases. Quando JF assumiu, os atos de exceção foram suspensos, com eles a censura peculiar principalmente aos períodos Médici e Geisel. Plenamente, a democracia só viria a se restabelecer em março de 85 com a posse de José Sarney.

 

Na Venezuela, com Chávez iniciou-se uma etapa gradativa de supressão das liberdades públicas, do emperramento das engrenagens democráticas. O presidente do país legisla por decretos. Desfechou forte pressão contra o Parlamento e conseguiu os poderes que desejava. Terá sido espontânea a delegação fornecida pelos parlamentares venezuelanos? Claro que não. Qual o Congresso que, por vontade própria, abre mão de seu poder de legislar e opinar? Nenhum.

 

A magistratura encontra-se acuada, o noticiário internacional revela casos de isolamento de juízes de suas funções. Mas não fosse isso, a cassação da RCTV revela um episódio de intolerância que nada tem de democrático. Afinal, a principal emissora da Venezuela não teve sua concessão cassada por apresentar a presença de capital estrangeiro em sua razão social. Foi cassada apenas porque o presidente possui este poder. Nada disso.

 

Todos sabem que foi cassada por fazer oposição. E o ato significou uma ameaça a todos os órgãos de comunicação que atuam naquele país. Tanto assim que o próprio Chávez, ao cortar a RCTV do palco iluminado da comunicação, aproveitou para dirigir uma advertência a todos os jornalistas e proprietários de órgãos de comunicação. Apóiem o governo. Um governante que age assim não possui espírito democrático. Falando mais claramente: não é um democrata. Não se pode defender a democracia apenas quando se está na oposição.

 

Os verdadeiros democratas a praticam quando estão no governo. Pode-se criticar o presidente Lula por vários motivos. Mas ninguém honestamente, poderá afirmar que não age democraticamente. Age. Ao contrário De Hugo Chávez. Marco Aurélio Garcia, como assessor pessoal do presidente, não percebeu o contraste?



Escrito por Roberto Patriota às 15h52
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Continuação... 

As ações antidemocráticas, aliás, como tudo na vida, começam em algum ponto. Iniciam-se quando os que exercem o poder passam a rejeitar as críticas e a interpretá-las como agravos pessoais confundindo a si próprios com as instituições que representam. Ao longo da história, tem sido invariavelmente assim. Os exemplos são infindáveis. O maior risco ao regime democrático nasce com a intolerância.

 

Chávez, na Venezuela, revelou-se intolerante. Não tentou rebater as críticas com palavras e fatos. Com ações concretas de governo, o que lhe seria fácil. Enveredou pela estrada que leva os adversários ao silêncio. Como aconteceu no Brasil. Não apenas de 64 a 79, ciclo dos generais no poder, mas também na ditadura Vargas, de 37 a 45.

 

Democracia não pode apenas ser apenas o que se quer quando se está de cima e o que se rejeita quando e está de baixo. Democracia é um regime, não de uma, mas de várias verdades. Da mesma forma que da discussão nasce a luz, do livre debate surgem as melhores idéias. Por isso, não é suficiente alguém condenar a opressão quando está sendo oprimido e defendê-la quando se transforma em opressor. Nem sempre o oprimido é contra a opressão. Muitas vezes a condena por não ser ele o opressor. Neste caso, pode ser tudo, menos democrata.

 

O movimento revolucionário de 64 começou para assegurar a democracia contra a ameaça sindical que se descontrolava e abalava a posição de Goulart. Como acabou? Com o Ato Institucional número 1, seguido do Ato 2, culminando com o Ato 5, este então o mais radical de todos.

 

Os democratas de 63 transformaram-se nos adeptos da ditadura militar. Como se a política fosse um jogo de futebol. Política, algo extremamente complexo, não é uma competição esportiva. Muito menos um palco de terror. No esporte, um vence, outro perde. Na política, quem vence ou perde é o país. A falta de liberdade, em si, é uma derrota.



Escrito por Roberto Patriota às 15h52
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DE PREFEITO DE TOUROS A FORTE CANDIDATO EM PORTO DE GALINHAS

 

Em recente visita ao belo e próspero município de Porto de Galinhas, localizado estrategicamente no litoral pernambucano, tive uma grata surpresa logo na chegada. Deparei-me com a presença do atual prefeito de Touros, Heriberto de Oliveira, figura amiga e muito querida. São muitos os anos de amizade e convivência. Na verdade conheço Heriberto, muito antes que idealizasse um dia ser político, muito menos prefeito do município de Touros. O prefeito logo que me identificou, saltou animado, diria até eufórico. Se não me falha a memória, isso ocorreu por volta das 15 horas da tarde, com um sol ainda a pino.

 

Também fiquei muito alegre ao avistar o amigo Heriberto, alegria que ficou ainda maior quando percebi que ele se encontrava muito bem acompanhado, cercado por grande número de amigos e amigas, acredito que umas 22 ou 23 pessoas ao todo, novos amigos que conseguiu fazer durante as longas temporadas que passa naquele belo paraíso. De fato, Porto de Galinhas se desenvolveu por demais, transformou-se num fabuloso point turístico, e em nada me estranhou que Heriberto tenha se encantado por aquele “pedaço de céu”, como se costuma dizer por aquelas praias.

 

Eu vinha de Recife e resolvi entrar naquele belo recanto para matar saudades do lugar, já haviam se passado muitos anos desde o tempo que eu tinha conhecido Porto de Galinhas. Na época que conheci o lugar, Galinhas não passava de uma simples praia de veraneio. Retornar ali e ser recepcionado por um amigo e conterrâneo, foi mais que uma alegria, transformou-se numa grande surpresa, que ficou ainda maior quando fui informado por um dos colegas da farta mesa, devidamente regada a wisky 12 anos da melhor qualidade, camarões e lagostas, que o nome do prefeito de Touros se encontra mais que cotado para a próxima disputa eleitoral naquele município. Indaguei e repliquei, e a confirmação veio da boca de vários amigos presente a bela farra que corria solto.

 

Comecei a imaginar, como isso podia ser real, se no município de Touros, aonde ocupa o cargo de prefeito, o nome de Heriberto cai um ponto a cada novo dia. Qual o segredo de se encontrar tão popular em Porto de Galinhas? Qual o segredo? Não foi difícil descobrir. Com a constante presença do prefeito de Touros naquela bela cidade, local para onde praticamente se mudou, chegando a passar semanas a fio, o grande número de amigos que fez por lá, e a sua longa experiência de mais de vinte anos na política, foi apenas uma questão de tempo alçar tamanha popularidade. A vida é realmente cheia de mistérios e surpresas, quem poderia imaginar que lá longe, no litoral pernambucano, um filho de Touros estaria tão bem cotado a ser, quem sabe, o futuro prefeito daquela bela terra. Deixei Porto de Galinhas no final do dia bastante feliz com a grata e boa surpresa que tive. Sai de lá convencido de que, contando com o dinheiro da SAT, e com a ajuda dos muitos amigos que fez ali, Heriberto será facilmente eleito. 



Escrito por Roberto Patriota às 16h54
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BUSCH, PINOCHET, SADAN & CIA... POBRE MUNDO QUE VIVEMOS 

 

Neste limiar de um novo ano, só gostaria de ver as caras do Bush e dos órfãos do Pinochet diante do diagnóstico do médico espanhol José Luis García Sabrido, que declarou em Madri, depois de um rigoroso exame, que Fidel Castro não tem "qualquer doença maligna", desmentindo que ele sofra de câncer (como desejam os reacionários de todo o mundo) e ainda garantiu que o líder revolucionário "está em um processo de recuperação lento, mas progressivo".

 

O chefe da pilhagem do Iraque bem que deve ter rezado para ver Fidel dar o último suspiro, como forma de compensação pelos 40 anos de fracasso nas quase 500 tentativas de assassiná-lo, através dos seus 17 órgãos de espionagem e serviços sujos e dos mercenários cubanos que já consumiram mais de 100 bilhões de dólares das verbas secretas do governo norte-americano.

 

Profundamente deprimido com a vitória consagradora de Hugo Chávez na Venezuela e com os progressos de Cuba, que este ano registrou um crescimento superior a 7% (o dobro da média latino-americana), apesar do perverso boicote econômico imposto ao povo cubano há 45 anos, George W. Bush não se consola nem com o presente que seus títeres no Iraque deram neste Natal: o precipitado anúncio de que Saddam Hussein deverá ser executado nos próximos 30 dias, sob a acusação das mortes de 148 xiitas em 1982 (há 24 anos).

 

Ao contrário, os norte-americanos que já admitem a rotunda derrota no Iraque temem pelo pior. Saddam morto se converteu num símbolo e todos os seus erros estão sendo esquecidos, como é da história dos povos. Ele será lembrado tão-somente como o homem que foi derrubado por tropas estrangeiras, a serviço das empresas que querem saquear os ricos poços de petróleo da antiga Babilônia.

 

Sobre a possibilidade do tiro sair pela culatra, Scott Stanzel, porta-voz da Casa Branca, disse em Crawford, Texas (onde Bush chora suas mágoas), que o enforcamento do ex-presidente iraquiano poderá desencadear uma onda incontrolável de violências. De fato, antes de morrer, ele mandou um recado para Bagdá de que essa decisão é um autêntico presente de grego.

 

Pelo mundo já ninguém arrisca interpretar esse anúncio, feito a toque de caixa, já que a defesa de Saddam fez a apelação há dez dias, com um documento de mil e quinhentas páginas que, certamente, não foi lido. Isso levou o premier da Itália, Romano Prodi, a protestar contra a execução anunciada e não será surpresa se o próprio Toni Blair, clone europeu de Bush, entrar para a turma.

 

O velho líder iraquiano, que foi derrubado também por ousar tirar o seu país da área de influência do dólar (preferindo o euro), disse antes de morrer que não ia chorar diante da forca. Ele escreveu uma carta, oferecendo sua execução à causa do seu povo: "Ofereço minha vida como um sacrifício pelo meu povo. Se Deus, o clemente, quiser levar meu espírito, este ascenderá para uma nova vida ao lado dos mártires".

 

Nesse caso, Bush e sua medíocre Condoleezza Rice estão numa verdadeira sinuca de bico. Uma pesquisa da universidade norte-americana de Maryland revelou com todas as letras que os iraquianos querem ver as tropas dos Estados Unidos pelas costas. A insuspeita consulta foi cruel: 71% de todos os iraquianos querem os EUA fora do Iraque; 61% apóiam os ataques da resistência contra as tropas americanas.



Escrito por Roberto Patriota às 01h27
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Continuação... 

Esses números são comentados por Michael Moore, o cineasta que documentou a deliberada omissão de Bush nos ataques às torres gêmeas com o seu "Fahrenheit 11 de setembro". Ele escreveu uma carta ao Congresso e ao povo do seu país no último dia 27 de novembro, em que é taxativo ao reclamar a imediata retirada das tropas norte-americanas do Iraque a uma indenização decente pelo mal causado aos iraquianos, onde 655 mil civis morreram nesses 1.469 dias desde a invasão, ordenada sob o signo da mentira.  

 

O premiado cineasta explode em sua carta: "Não quero ouvir nenhuma outra palavra sobre enviar ainda mais tropas (acorda Estados Unidos, John McCain está maluco!), ou sobre `realocá-las', ou esperar mais quatro meses para começar a `vencer o prazo' delas.

 

Só existe uma única solução e ela é simples: retirada! Agora. Comecem hoje à noite. Vamos cair fora de lá o mais rápido que pudermos. Quanto mais pessoas de boa vontade e consciência não quiserem acreditar nisso, quanto mais mortes nós teremos para aceitar a derrota, nada poderemos fazer para reparar o dano que cometemos. O que aconteceu, aconteceu.

 

Se você dirigiu bêbado, atropelou e matou uma criança, não haverá nada no mundo que você possa fazer para devolver a vida àquela criança. Se você invadiu e destruiu um país, lançando o povo a uma guerra civil, não há nada que você possa fazer até que a fumaça dissipe o sangue derramado seque. Então, talvez, você possa acordar e ver a atrocidade que cometeu e depois ajudar os sobreviventes a tentar melhorar suas vidas".

 

Diante da transformação do roubo do petróleo iraquiano numa miragem, os admiradores de Bush e os órfãos do general Augusto José Ramón Pinochet Ugarte não terão o que festejar nesse réveillon.

 

Subirão sua adrenalina e mergulharão na mais desesperada depressão, inflada a ódios e rancores, enquanto em Cuba o povo que ousou enfrentar o gigante de todos os crimes dorme mais uma noite na plenitude de uma alegria indescritível: o homem que subiu a Sierra Maestra com 11 companheiros, derrotou a sangrenta ditadura corrupta de Fulgêncio Batista e deu um senhor chega pra lá nos donos do mundo está vivo e até em recuperação, para desdouro da CIA e dos jornais como os arrogantes "Independent" e o "Washington Post", que se vêem obrigados a engolir suas "barrigas".

 

Pior: esses dias mostraram que Cuba está suficientemente madura para manter-se como um "território livre da América", mesmo sem o comando do seu grande herói.

 

Bush que se resolva sem querer sair da pindaíba política fabricando inimigos para o sempre mal informado povo dos Estados Unidos da América. E seus aliados, os órfãos de Pinochet, que metam a viola no saco. Já não dá mais para resolver suas paranóias e seus "acordos", assassinando presos políticos e se apropriando dos seus filhos, como na Argentina dos gorilas de triste memória.



Escrito por Roberto Patriota às 01h27
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ANTÔNIO PATRIOTA SERÁ NOVO EMBAIXADOR DO BRASIL EM WASHINGTON

 

Antônio Patriota, subsecretário-geral político do Itamaraty, será o próximo embaixador do Brasil em Washington. O "agrément" (pedido do governo brasileiro) com seu nome já foi enviado ao Departamento de Estado dos Estados Unidos, que precisa apenas aprovar a indicação para que Brasília faça o anúncio oficial.

 

A espera é formal. Os meios diplomáticos norte-americanos vêem a indicação com bons olhos. Nem o Ministério das Relações Exteriores brasileiro nem a Embaixada do Brasil em Washington ou o Departamento de Estado norte-americano fizeram qualquer anúncio oficial até agora. Patriota, 52, substitui Roberto Abdenur, 64, atual embaixador, que deve seguir carreira na iniciativa privada.

 

A troca deve ocorrer em janeiro, após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A indicação foi recebida com surpresa, pois o posto em geral é ocupado por diplomatas veteranos, ainda que Amorim já tenha indicado anteriormente o embaixador Mauro Vieira para Buenos Aires. O fato de os dois postos bilaterais mais importantes contarem agora com embaixadores jovens indica a chegada ao poder de uma nova geração de diplomatas.

 

Vários fatores pesaram na escolha. Primeiro colocado em sua turma do Rio Branco, tem ligação estreita com Celso Amorim desde pelo menos os anos 90. Foi chefe do setor político na Missão do Brasil junto à ONU, na época em que o chanceler era o titular.

 

De lá, acompanhou-o a Genebra, onde adquiriria a experiência multilateral econômica que também pesou na sua escolha, uma vez que o novo embaixador terá de dar prosseguimento ao trabalho que Abdenur vem fazendo no fortalecimento das relações bilaterais Brasil-EUA. Os dois países discutem a Rodada Doha e a manutenção do Brasil no Sistema Geral de Preferências (SGP).

 

Outro foi o fato de Patriota ter ótimas relações com Nicholas Burns, hoje o número dois de fato do Departamento de Estado, e de ter tido bom entendimento com John Danilovich, da época em que este foi embaixador em Brasília.



Escrito por Roberto Patriota às 15h27
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IGREJA DO BOM JESUS COMPLETAMENTE RESTAURADA

 

Recebo via e-mail boas novas sobre o brilhante trabalho hora desenvolvido pelo sacerdote maior de Touros, o querido amigo Pe. Bianor. O árduo trabalho arqueológico desenvolvido durante todo este ano revela para toda a comunidade e para a história de Touros, informações preciosas e o resgate quase original da Matriz do Bom Jesus dos Navegantes em sua forma mais primitiva.

 

CONFIRA O E-MAIL: 

 

A Paróquia Bom Jesus dos Navegantes, exultante de alegria, convida V. Exa e Exma. Família para a solenidade de reabertura da Igreja Matriz após ter passado por uma restauração, recuperando seu estilo neo-clássico original, a realizar-se no próximo dia 20 de dezembro deste ano de 2006, na matriz do Bom Jesus às 19h30mim, na celebração Eucarística, presidida pelo Sr. Arcebispo Metropolitano de Natal, Dom Matias Patrício de Macêdo.Após a reabertura da Igreja, prossegue a Festa do Padroeiro e o Aniversário da Semana Missionária das Santas Missões Populares. A presença de V. Exa. E Exma. Família nessa solenidade será motivo de grande alegria para todos nós que fazemos a Paróquia do Bom Jesus dos Navegantes.



Escrito por Roberto Patriota às 09h36
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