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BUSCH, PINOCHET, SADAN & CIA... POBRE MUNDO QUE VIVEMOS 

 

Neste limiar de um novo ano, só gostaria de ver as caras do Bush e dos órfãos do Pinochet diante do diagnóstico do médico espanhol José Luis García Sabrido, que declarou em Madri, depois de um rigoroso exame, que Fidel Castro não tem "qualquer doença maligna", desmentindo que ele sofra de câncer (como desejam os reacionários de todo o mundo) e ainda garantiu que o líder revolucionário "está em um processo de recuperação lento, mas progressivo".

 

O chefe da pilhagem do Iraque bem que deve ter rezado para ver Fidel dar o último suspiro, como forma de compensação pelos 40 anos de fracasso nas quase 500 tentativas de assassiná-lo, através dos seus 17 órgãos de espionagem e serviços sujos e dos mercenários cubanos que já consumiram mais de 100 bilhões de dólares das verbas secretas do governo norte-americano.

 

Profundamente deprimido com a vitória consagradora de Hugo Chávez na Venezuela e com os progressos de Cuba, que este ano registrou um crescimento superior a 7% (o dobro da média latino-americana), apesar do perverso boicote econômico imposto ao povo cubano há 45 anos, George W. Bush não se consola nem com o presente que seus títeres no Iraque deram neste Natal: o precipitado anúncio de que Saddam Hussein deverá ser executado nos próximos 30 dias, sob a acusação das mortes de 148 xiitas em 1982 (há 24 anos).

 

Ao contrário, os norte-americanos que já admitem a rotunda derrota no Iraque temem pelo pior. Saddam morto se converteu num símbolo e todos os seus erros estão sendo esquecidos, como é da história dos povos. Ele será lembrado tão-somente como o homem que foi derrubado por tropas estrangeiras, a serviço das empresas que querem saquear os ricos poços de petróleo da antiga Babilônia.

 

Sobre a possibilidade do tiro sair pela culatra, Scott Stanzel, porta-voz da Casa Branca, disse em Crawford, Texas (onde Bush chora suas mágoas), que o enforcamento do ex-presidente iraquiano poderá desencadear uma onda incontrolável de violências. De fato, antes de morrer, ele mandou um recado para Bagdá de que essa decisão é um autêntico presente de grego.

 

Pelo mundo já ninguém arrisca interpretar esse anúncio, feito a toque de caixa, já que a defesa de Saddam fez a apelação há dez dias, com um documento de mil e quinhentas páginas que, certamente, não foi lido. Isso levou o premier da Itália, Romano Prodi, a protestar contra a execução anunciada e não será surpresa se o próprio Toni Blair, clone europeu de Bush, entrar para a turma.

 

O velho líder iraquiano, que foi derrubado também por ousar tirar o seu país da área de influência do dólar (preferindo o euro), disse antes de morrer que não ia chorar diante da forca. Ele escreveu uma carta, oferecendo sua execução à causa do seu povo: "Ofereço minha vida como um sacrifício pelo meu povo. Se Deus, o clemente, quiser levar meu espírito, este ascenderá para uma nova vida ao lado dos mártires".

 

Nesse caso, Bush e sua medíocre Condoleezza Rice estão numa verdadeira sinuca de bico. Uma pesquisa da universidade norte-americana de Maryland revelou com todas as letras que os iraquianos querem ver as tropas dos Estados Unidos pelas costas. A insuspeita consulta foi cruel: 71% de todos os iraquianos querem os EUA fora do Iraque; 61% apóiam os ataques da resistência contra as tropas americanas.



Escrito por Roberto Patriota às 01h27
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Continuação... 

Esses números são comentados por Michael Moore, o cineasta que documentou a deliberada omissão de Bush nos ataques às torres gêmeas com o seu "Fahrenheit 11 de setembro". Ele escreveu uma carta ao Congresso e ao povo do seu país no último dia 27 de novembro, em que é taxativo ao reclamar a imediata retirada das tropas norte-americanas do Iraque a uma indenização decente pelo mal causado aos iraquianos, onde 655 mil civis morreram nesses 1.469 dias desde a invasão, ordenada sob o signo da mentira.  

 

O premiado cineasta explode em sua carta: "Não quero ouvir nenhuma outra palavra sobre enviar ainda mais tropas (acorda Estados Unidos, John McCain está maluco!), ou sobre `realocá-las', ou esperar mais quatro meses para começar a `vencer o prazo' delas.

 

Só existe uma única solução e ela é simples: retirada! Agora. Comecem hoje à noite. Vamos cair fora de lá o mais rápido que pudermos. Quanto mais pessoas de boa vontade e consciência não quiserem acreditar nisso, quanto mais mortes nós teremos para aceitar a derrota, nada poderemos fazer para reparar o dano que cometemos. O que aconteceu, aconteceu.

 

Se você dirigiu bêbado, atropelou e matou uma criança, não haverá nada no mundo que você possa fazer para devolver a vida àquela criança. Se você invadiu e destruiu um país, lançando o povo a uma guerra civil, não há nada que você possa fazer até que a fumaça dissipe o sangue derramado seque. Então, talvez, você possa acordar e ver a atrocidade que cometeu e depois ajudar os sobreviventes a tentar melhorar suas vidas".

 

Diante da transformação do roubo do petróleo iraquiano numa miragem, os admiradores de Bush e os órfãos do general Augusto José Ramón Pinochet Ugarte não terão o que festejar nesse réveillon.

 

Subirão sua adrenalina e mergulharão na mais desesperada depressão, inflada a ódios e rancores, enquanto em Cuba o povo que ousou enfrentar o gigante de todos os crimes dorme mais uma noite na plenitude de uma alegria indescritível: o homem que subiu a Sierra Maestra com 11 companheiros, derrotou a sangrenta ditadura corrupta de Fulgêncio Batista e deu um senhor chega pra lá nos donos do mundo está vivo e até em recuperação, para desdouro da CIA e dos jornais como os arrogantes "Independent" e o "Washington Post", que se vêem obrigados a engolir suas "barrigas".

 

Pior: esses dias mostraram que Cuba está suficientemente madura para manter-se como um "território livre da América", mesmo sem o comando do seu grande herói.

 

Bush que se resolva sem querer sair da pindaíba política fabricando inimigos para o sempre mal informado povo dos Estados Unidos da América. E seus aliados, os órfãos de Pinochet, que metam a viola no saco. Já não dá mais para resolver suas paranóias e seus "acordos", assassinando presos políticos e se apropriando dos seus filhos, como na Argentina dos gorilas de triste memória.



Escrito por Roberto Patriota às 01h27
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